Monday, August 30, 2004

Madrugada


Há dias que não têm madrugada
Pois que a noite se prolonga dia adentro
E há sempre uma noite mal tragada
Por um dia em que nunca, nunca entro.
E há violetas que morrem nas estradas
Num dia em que não houve procissão;
E que foram postas lá p'ra ser pisadas
Por passos esperados sempre em vão.
E tudo se acaba em um só momento.
No último estremecer de um lamento
Não mais amor, tristeza, fuga ou ânsia
Apenas o vazio do nosso desencanto
Apenas o acre saber que te amei tanto
E que tudo se perdeu em tal distância...

Maria Seixas

3 comments:

Mar said...

A imagem é linda =), o poema tem bom gosto (do ponto de vista literário) mas é pena ser tão triste...

Anonymous said...

...sorri, porque hoje é noite de Lua Cheia... é dia de uivar à Deusa e de me maravilhar, mais uma vez, com o seu encanto... beijo do lobo (lobices.blogs.sapo.pt)

Anonymous said...

estou a morrer de saudade, querida