Num mundo melhor, as mulheres poderão abortar sem coacção psicológica por parte de maridos mal formados, padres e todos os moralistas da sociedade.
Num mundo melhor os direitos à vida, à integridade física, à autodeterminação e à liberdade serão de todas as mulheres.
Segundo a OMS, 200.000 mulheres por ano morrem devido a abortos ilegais ou partos involuntários quando não encontram onde o fazer (ou quando não as deixam procurar onde o fazer). Um parto voluntário também tem riscos, mas não se viola o direito à vida da mulher.
Num mundo melhor não se viola o direito à autodeterminação, liberdade e integridade física ao forçar-se uma mulher a dar à luz um filho que não quer. Viver 9 meses de uma gravidez indesejada deve ser verdadeiramente angustiante. Isto sem falar do que viverá depois do nascimento: infelicidade ou adopção, ou seja, infelicidade ou infelicidade. É fantástico que a lei obrigue as mulheres a sacrificar os seus direitos em prol da potencial vida de outrém.
Num mundo melhor os direitos à vida, à integridade física, à autodeterminação e à liberdade serão de todas as mulheres.
Segundo a OMS, 200.000 mulheres por ano morrem devido a abortos ilegais ou partos involuntários quando não encontram onde o fazer (ou quando não as deixam procurar onde o fazer). Um parto voluntário também tem riscos, mas não se viola o direito à vida da mulher.
Num mundo melhor não se viola o direito à autodeterminação, liberdade e integridade física ao forçar-se uma mulher a dar à luz um filho que não quer. Viver 9 meses de uma gravidez indesejada deve ser verdadeiramente angustiante. Isto sem falar do que viverá depois do nascimento: infelicidade ou adopção, ou seja, infelicidade ou infelicidade. É fantástico que a lei obrigue as mulheres a sacrificar os seus direitos em prol da potencial vida de outrém.
17 comments:
"Num mundo melhor, as mulheres poderão abortar sem coacção psicológica por parte de maridos mal formados, padres e todos os moralistas da sociedade."
Aninha mais uma vez demagogia pura! =P
Mas a maioria das mulheres que aborta não o faz de livre e espontânea vontade... Muitas delas só o fazem porque a família ou o parceiro a obrigam ou a desprezam não lhe dando o apoio de que esta necessita. Além disso grande parte das vezes a sociedade lava daí as suas mãos ignorando o seu estado e necessidade e por vezes ainda censurando-a (com uma falsa moralidade) por esta ter engravidado como se a culpa fosse apenas dela.
Neste cenário que apoio tem uma mulher:
O apoio da lei e o apoio de associações pró-vida como a ADAV de que me orgulho de fazer parte que prestam apoio material e psicológico a todas as grávidas nestas situações permitindo-lhes assim prosseguir com a sua gravidez e terem os seus filhos...
Quanto às associações penso que fui suficientemente claro, já quanto à lei por não o ter sido vou passar a explicá-lo:
A lei aqui funciona como "arma" que uma grávida nestas situações pode usar contra contra a família, o parceiro e a sociedade que coagem permanetemente para abortar... A lei funciona aqui como refúgio para uma grávida nestas situações pois esta pode invocá-la dizendo aos supramencionados sujeitos que a precionam para abortar que tal acto é um crime e punível enquanto tal.
No entanto a lei não se fica por aqui. Pois se a gravidez prosseguir até ao nascimento da criança a mãe pode e deve exigir judicialmente o reconhecimento da paternidade da criança bem como obrigar (por via judicial) o pai da criança a conceder à mesma uma pensão mensal de alimentos. Esta forma é uma forma de responsabilização do parceiro pois que eu saiba uma mulher nestas situações não fez a criança sozinha e da mesma forma que este acto não foi praticado apenas por si não é justo que acarrete sozinha com as responsabilidade do mesmo deixado o parceiro emiscuir-se às suas responsabilidades.
Este é o meu modo de ver as coisas.
Veja-mos agora o teu:
Tu defendes a despenalização do aborto.
E defendendo a despenalização do aborto pões as mulheres numa situação ainda mais frágil perante a coação da família, do parceiro e da sociedade pois restiras-lhe a protecção da lei.
Com isto a mulher praticará aborto suportanto SOZINHA as consequências de um acto que não foi praticado apenas por ela...
Mesmo que o aborto seja praticado em clínicas ou hospitais ainda assim correrá riscos de ficar estéril, sofrerá as dores pós aborto, os traumas decorrentes do mesmo que na maior parte das vezes duram para toda a vida e verá aumentado o risco de no futuro vir a ter cancro da mama em cerca de 70%.
O mais triste é ver que a mulher suportará todos estes riscos, todas estas dores SOZINHA, na mais profunda SOLIDÃO pois na maior parte das vezes nem partilhará a sua tristeza com medo de ser apontada e humilhada...
Isto só tem um nome: é uma INJUSTIÇA.
Mas mais triste ainda é ver a HIPOCRISIA da família, do parceiro e da sociedade que daí lavam as suas mãos e seguem as suas vidas coniventes com a destruição de duas vidas a da Mãe (que ficará com traumas e potencialmente com probelmas de saúde para toda a vida) e a do seu filho (do qual nunca verá o rosto, o olhar, um sorriso ou uma palavra e que foi esquartejado dentro do seu próprio útero - tendo a Mãe de viver com o local onde o crime bárbaro e horrendo fora cometido ao seu próprio filho com a conivência da da sua própria Mãe).
Já imaginas-te o peso que não causará à mãe ter de conviver dia e noite enquanto dorme ou enquanto está acordada com o local desse crime nunca se podendendo separar do mesmo pois ainda por cima o mesmo está dentro de si?
Deve ser uma dor inquantifical e inadjectivavel...
Com isto tudo convido-te a pensar...
Adeus
Não é pelo facto de o aborto ser ilegalizado que a mulher deixará de sofrer coacção psicológica por parte de um parceiro para o fazer.
Não é pelo facto de ser ilegal o consumo de drogas que os adolescentes sofrem pressões dos colegas para as experimentarem, de modo a se inserirem no grupo. Não é pelo facto de em alguns sítios nos EUA se adoptarem "leis anti-fornicação" que as pessoas deixam de ter relações sexuais pré ou extra maritais. Não é pelo facto de a imigração ilegal ser ilegal que deixa de haver imigrantes ilegais, em situação de precaridade e de exploração precisamente devido a essa ilegalidade.
Terias de suportar a tua asserção com um estudo estatístico, mostrando que a ilegalização tem o efeito prático de fazer diminuir a frequencia com que ocorre a acção ilegalizada.
Claro que poderías opor-me: "não é por a pedofilia ser ilegal que ela deixará de ser praticada, pelo que mais valeria legalizá-la", não poderíamos aceitar isto, e terias razão em apontar-mo. Não o contesto. Pelo que a questão redunda nisto: consideramos o aborto um crime em qualquer circunstância ou não? Não considero correcto querer universalizar a partir de um caso particular. A coacção psicológica ao aborto é éticamente indefensável, mas daí não se prova que o aborto seja em si eticamente indefensável. Se o é, terá de ser demonstrado por outros meios.
Depois há a questão prática... que são os efeitos da ilegalização. Ela ajuda de facto a resolver algum problema ou complica-o?
Ah Ah Ah =P
"A coacção psicológica ao aborto é éticamente indefensável, mas daí não se prova que o aborto seja em si eticamente indefensável."
Fico à espera que o consigas defender ÉTICAMENTE (acho que é impossível mas mesmo assim fico à espera)...
Quanto às Estatísticas consulta o Instituto Nacional de Estatísticas e chegarás à conclusão que o número real de abortos é milhares de vezes inferior ao que a propaganda pró-aborto defende que existem...
Quanto à eficácia da Lei creio que isso é uma clara não questão pois já à muito se chegou à conclusão de que uma lei que criminaliza o aborto mantém o seu número incomparávelmente menor do que nos casos em que a lei não o criminaliza (podes procurar estatísticas do número de abortos praticados na Holanda antes de o aborto ser desciminalizado e depois de ter side descriminalizado e verás que o número dos mesmos subiu exponencialmente)...
=)
Se bem notaste, não fiz qualquer afirmação peremptória. Não disse que o aborto é éticamente justificavel em qualquer caso, apenas neguei que pudesse ser indefensável por via do argumento que usaste. Quanto aos dados oficiais... nós sabemos bem a discrepância que existe entre o número de desempregados de acordo com as estatísticas e o desemprego real. Isto para só mencionar um caso.
Não conheço os estudos estatísticos, não examinei a questão em detalhe. Reconheço esse lapso. Em todo o caso só posso tirar ilações depois de ir ver, o que não significa que isso me faça considerar o aborto como eticamente indefensável para toda a circunstância possível.
Há paradoxos que causam confusão. Por exemplo, mesmo os movimentos pró-vida consentem na justificação do aborto em caso de violação. Ora, parece-me haver aqui um problema, dado que se a vida é um princípio inatacável e se a questão da autodeterminação e direito ao corpo não colhe como argumento pró legalização, então não vejo como poderíamos tomar a questão da voluntariedade do acto que dá origem ao feto como critério para abrir uma excepção. O feto gerado numa violação deixa de ter direito à vida ou é de algum modo "contaminado" pela relação que os progenitores tiveram para com o acto da concepção? Isto é importante porque, se abrimos uma excepção para um caso que seja, como impedimos a sustentação ética do aborto quando indexado a outros casos que não a violação?
"Há paradoxos que causam confusão. Por exemplo, mesmo os movimentos pró-vida consentem na justificação do aborto em caso de violação. Ora, parece-me haver aqui um problema, dado que se a vida é um princípio inatacável e se a questão da autodeterminação e direito ao corpo não colhe como argumento pró legalização, então não vejo como poderíamos tomar a questão da voluntariedade do acto que dá origem ao feto como critério para abrir uma excepção. O feto gerado numa violação deixa de ter direito à vida ou é de algum modo "contaminado" pela relação que os progenitores tiveram para com o acto da concepção? Isto é importante porque, se abrimos uma excepção para um caso que seja, como impedimos a sustentação ética do aborto quando indexado a outros casos que não a violação?"
Ainda bem que levantas essa questão pois assim permites-me clarificar muita da confusão que vai não só na tua cabeça como na cabeça de muito boa gente... Confusão essa causada pela instrumentalização esquerdista e muitas vezes maçónica da maioria dos meios de comunicação social ditos tradicionais:
1º Nenhum movimento pró-vida que eu conheça defende que o aborto seja legítimo... Tal como referiste e muito bem seria um contracenso... Todos os movimentos pró-vida defendem a vida acima de todas as coisas... Por isso são 100% contra: o aborto, a eutanásia e a pena de morte...
2º O que esses grupos fazem é esclarecer os cidadãos portugueses acerca da actual lei que rege a matéria aborto bem como as suas excepções. Ora uma dessas excepções é efectivamente a permissão para a prática de aborto em caso de violação da Mãe. No entanto isto não quer dizer que os movimentos pró-vida defendam esta excepção, muito pelo contrário são absolutamente contra e apenas a referem quer para esclarecimento do actual ordenamento jurídico nacional quer para desmontar falsos argumentos dos pró-abortistas demagógicos que frequentemente invocam o caso de violação para justificar uma despenalização total do aborto (como se o aborto neste tipo de situações não fosse possível já desde 1985).
3º Embora esteja prevista esta excepção bem como outras no nosso ordenamento júrico em que a prática de aborto se considera lícita também te digo que é extraordinariamente difícil que um acto de violação possa gerar uma gravidez pois nesse acto o facto que a mulher ficar aterrorizada faz com que esta faça a libertação de uma descarga hormonal que impede a concepção...
4º O sistema sexual da mulher é extraordinariamente complexo. À uns meses li no Financial Times um artigo que se intitulava "Intelligent Vaginas" onde por exemplo explicava que se uma mulher tiver relações sexuais com vários homens a sua vagina apenas escolherá o sémen do melhor parceiro para a concepção.
=)
Ena, a vagina já vem programada com uma noção do "melhor" parceiro!
Deixa-me lá adivinhar, faz a estimativa pelo rendimento mensal e pela marca do carro?
A questão não é a de saber se é dificil ou não que uma mulher violada engravide. A questão é a de saber se aceitas como eticamente justificavel que uma mulher violada que engravidou aborte, e as consequencias que essa aceitação tem para a tua restante argumentação (no caso de alinhares pelos pró-vida). Claro que se me disseres que não aceitas como eticamente justificavel o aborto em nenhuma circunstancia, mesmo em caso de violação onde houve gravidez... então não tens de dizer mais nada.
Diz-me so mais uma coisa:
como é que consegues inibir a justificação ética da eugenia, quando aceitas graus de hierarquia na natureza (vaginas que seleccionam a priori o semen do "melhor" parceiro)?
Se separas uma parte da natureza para a converter um estereótipo (o um fora da multiplicidade), já tens toda a fundamentação filosófica suficiente para uma teoria eugénica.
Mas há um paradoxo interessante aqui: imaginemos que a hipotética mulher teve relações com o seu parceiro normal e foi subsequentemente violada, imaginemos ainda que o sémen do violador corresponde ao estereótipo biológico identificado pela vagina e não o do parceiro. Então a vagina será confrontada com um dilema moral, pois o seu impulso biológico entrará em contradição ética com o sentimento de repulsa da mulher.
Temos de concluir que, além de inteligentes, as vaginas são capazes de reflectir eticamente.
"Ena, a vagina já vem programada com uma noção do "melhor" parceiro!
Deixa-me lá adivinhar, faz a estimativa pelo rendimento mensal e pela marca do carro?"
Belo sentido de humor mas como sabes não tem nada a ver com isso mas sim com genética...
"A questão não é a de saber se é dificil ou não que uma mulher violada engravide. A questão é a de saber se aceitas como eticamente justificavel que uma mulher violada que engravidou aborte, e as consequencias que essa aceitação tem para a tua restante argumentação (no caso de alinhares pelos pró-vida). Claro que se me disseres que não aceitas como eticamente justificavel o aborto em nenhuma circunstancia, mesmo em caso de violação onde houve gravidez... então não tens de dizer mais nada."
Não não acho que seja eticamente justificável o aborto. O nascituro não tem culpa de ser o resultado de uma violação e por isso não acho legítimo o seu homicídio.
"Diz-me so mais uma coisa:
como é que consegues inibir a justificação ética da eugenia, quando aceitas graus de hierarquia na natureza (vaginas que seleccionam a priori o semen do "melhor" parceiro)?
Se separas uma parte da natureza para a converter um estereótipo (o um fora da multiplicidade), já tens toda a fundamentação filosófica suficiente para uma teoria eugénica.
Mas há um paradoxo interessante aqui: imaginemos que a hipotética mulher teve relações com o seu parceiro normal e foi subsequentemente violada, imaginemos ainda que o sémen do violador corresponde ao estereótipo biológico identificado pela vagina e não o do parceiro. Então a vagina será confrontada com um dilema moral, pois o seu impulso biológico entrará em contradição ética com o sentimento de repulsa da mulher.
Temos de concluir que, além de inteligentes, as vaginas são capazes de reflectir eticamente."
Não há aqui nenhuma ética ou filosofia. É APENAS GENÉTICA...
Quando à eugenia obviamente sou 100% contra...
Se tudo fosse apenas genética, então não percebo porque teria de haver debates sobre eugenia, clonagem ou abortos. A genética é a genética, e um gato é um bicho. Mas o modo como falamos das coisas e as próprias coisas não sao o mesmo: se tu mudas o conceito de gato, os gatos não desaparecem, mas se não houvessem gatos, dificilmente formarias um conceito, melhor ou pior adequado à realidade, de "gato".
Ora, o modo como falamos das coisas tem consequências. Tudo o que tu acabaste de dizer, limitando-te a gritar no fim, o que não aumenta em nada a evidência da tua posição, apenas indica que ficaste um pouco mais vermelhinho nas bochechas, foi recusar discutir as consequências do modo como falas das coisas ou como aceitas que falem delas.
Não é por um artigo aparecer no financial times que eu lhe vou dar crédito, ou pelo menos crédito no sentido acrítico do termo, isso é bom para ti, que gostas de Autoridades com A, afinal de contas, és um Académico que tem aulas com Autoridades. Eu estou-me a cagar para isso a partir do momento em que consigo pensar e tirar ilações. Tanta merda sobre a "esquerda demagógica" e tu és provavelmente o mais leninista destes sacanas todos que aqui escrevem. Ah, pois, teoria do partido no sec XX é o lugar do leninismo, seja à direita ou à esquerda. O teu apreço por declamações poético-autoritárias, em detrimento da discussão puramente racional vincula-te ao velho, mais do que gostarias.
Foi preciso toda a idade média para desligar a razão da fé, e agora vêm avantesmas como tu propor retrocessos sobre coisas que levaram séculos a conquistar.
Não disseste nada pá... nada. Eu posso defender que os pássaros são penicos e depois gritar que AQUI NAO HÁ FILOSOFIA, APENAS INDUSTRIA SANITÁRIA, que não era por isso que a frase faria mais sentido. Que o argumento (vamos ser condescendentes e assumir que o há) tem a ver com genética qualquer idiota de académico pode vê-lo. Daí a confundir as coisas com as opiniões ou o modo de falar das coisas, vai um salto de gigante.
A filosofia está em todos os lugares em que raciocinamos de acordo com ligações de coisas e disciplina lógica, em vez de por "sinais" ou holofotes mágicos, como fazes no senso comum e nas suas sublimações.
Sabes o que é filosofia? Não é citar Autoridades ou proclamar indirectamente que se teve aulas com Funalo de Tal ou Paneleiro de X... filosofia é quando, p ex, desmontas o seguinte: "Joao é alto" - mas "alto" significa uma relaçõa de coisas, o João não tem uma "essência" alta, fora de qualquer relação, nada é "algo" ou "baixo". Tal como a cor: não é uma coisa mas uma relação permanente de coisas - o material do objecto que vês, os comprimentos de onda que definem a luz e o teu aparelho receptor. Quanto aos detalhes os físicos tratarão melhor. O que interessa aqui ao filósofo é o núcleo racional: "as propriedades são relações", é uma asserção filosófica-tipo. É uma ferraemnta que usas para construri um quadro racional da realidade, sempre passível de revisão e de graus de adequação superiores. Mas sem filosofia (podes até chamar-lhe outra coisa qq) limitas-te a apontar sinais para tentar pensar as coisas, logo, não pensando literalmente nada. Como essa descoberta notável e imbecil de que "socialismo" e "nacional-socialismo" contêm um fragmento linguístico comum. Está bem, ó Sr. Dr, mas o que interessa é saber para o que raio usamos as palavras, distinguir as opiniões das coisas e perceber como as primeiras se geram.
Aquilo que dizes, quer queiras ou não, tem bagagem metafísica. Até os cientistas, não é por serem cientistas e adeptos por necessidade de uma linguagem clara e precisa, recorrendo por vezes a sistemas de signos que se adequem às necessidades do discurso científico, não é por isso, dizia, que eles são menos atreitos a aceitar acríticamente a bagagem filosófica contida no modo como falam das coisas. O filósofo não limita a ciência, tal como não limita a teologia (embora os teólogos gostassem de limitar a filosofia, mas hão-de se foder todos) nem a ciência limita a filosofia, pois o objecto de ambas, sendo o mesmo ( o mundo) não o é do mesmo modo nem indexado às mesmas ideias ou interesses fundamentais. O cientista pode discursar perfeitaemnte sober caos e harmonia, sem cometer um único erro de sintaxe ou de lógica, sem dizer nada que contradiga a experiência comum ou mesmo a evidência científica disponível mas... pode falar como se caracterizasse o "caos" ou o "movimento" como estados em si mesmo defectivos ou transitórios, como estados-de-passagem entre um ponto fixo A e B, esses sim inteligíveis por si. Isto é puramente especulativo e não "científico" e cabe ao filósofo a sua desmontagem.
Como vês, são campos diferentes.
Se não fossem, nunca haveria cientistas crentes e outros que não o são, o simples exercício da tarefa seria suficiente para fazer de todos ou crentes ou ateus.
"Foi preciso toda a idade média para desligar a razão da fé, e agora vêm avantesmas como tu propor retrocessos sobre coisas que levaram séculos a conquistar.
Não disseste nada pá... nada. Eu posso defender que os pássaros são penicos e depois gritar que AQUI NAO HÁ FILOSOFIA, APENAS INDUSTRIA SANITÁRIA, que não era por isso que a frase faria mais sentido. Que o argumento (vamos ser condescendentes e assumir que o há) tem a ver com genética qualquer idiota de académico pode vê-lo. Daí a confundir as coisas com as opiniões ou o modo de falar das coisas, vai um salto de gigante."
Sinceramente isto é de rir às gargalhadas que nem um perdido =P
Tu até podes dizer que o pão não é pão invocando não sei quantos misticismos filosóficos ou afogando-o em interrogações vãs acerca da consistência da sua natureza... podes fazer isto a todas as restantes coisas... pouco me interessa o que fassas... no entanto tanto para mim como para os demais a tua vã filosofia será apenas sofista e nada mais e por isso continuaremos a comer pão enquanto pão às refeições e não enquanto outra coisa qualquer que consideres ser o pão...
Por exemplo na matemática podes igualgualmente questionar que 30 mais 3 sejam efectivamente 33... mas isso não fará com que eu como os demais continuemos a ter como certeza (dogma se preferires =P ) que que 30 mais 3 serão 33... Se considerares que tanto eu como os demais somos leninistas a mim tal me será completamente indiferente pois todos sabemos que efectivamente não o somos apesar dos teus frágeis ardis pseudo-filosófico...
Para mim a filosofia deve ser uma procura do saber... uma procura da verdade... uma procura de certezas... uma procura de estabilidade...
Enfim como dizia o Imperador Romano Marco Aurélio:
«A duração da vida não passa de um momento, a matéria é um fluir, as percepções são grosseiras e o corpo é composto de matéria corruptível, a alma é um turbilhão, a fortuna fugidia...
Então, o que é que existe capaz de guiar um homem? Há uma via, verdadeiramente única, a Filosofia.»
No entanto o que tu fazes é intencionalemente refugiares-te num pseudo-caus igualmente pseudo-filosófico apenas para que nesse caos consigas ser rei... Pois se desse teu "Não-Quinto-Império" à terra aceitasses descer... veríamos que tipo de homem serias...
Quando a mim falta-te pelo menos uma coisa para seres um Bom Filósofo: Humildade...
Julgas-te aqui o único catedrático em filosofia e com base nessa tua ilusão julgas-te claramente acima dos demais... Mais uma vez iludes-te... mas ilusdes-te apenas a ti... Pois os demais já repararam que quando escreves um comentário a um debate em curso não o fazes com intenção de tomar parte nesse debate nem de debater o assunto em questão... Muito pelo contrário tentas-te sempre por acima do problema desse debate... nem que esse teu exercício narcisista onstensivamente exibicionista te leve a distorcer a realidade tal qual ela o é...
Espero não ter sido demasiado duro... no entanto se o fui foi com a única e exclusiva intenção de te tornar no ser humano melhor e num melhor filósofo e enquanto tal espero que aceites esta suposta crítica como uma desafio de ti para ti mesmo...
Fica Bem!
*um
Que eu me ponha acima do debate é simplesmente falso. Nunca digo nada com o pressuposto de que não tem resposta possível. Quanto a exibicionismos, creio aqui que a unica pessoa que vejo recorrer a frases com o intuito de assustar os outros és tu. Se os meus argumentos dão a aparencia de que eu me coloco "por cima do debate", isso não tem de ser um problema meu, pode ser apenas derivado da tua incapacidade de produzires um único comentário que de facto não se reduza a projectar uma qualquer sombra de autoridade.
Quanto à maioria das coisas que dizes, são pura e simplesmente demasiado estúpidas, maniqueístas, para que as possa comentar ou sequer sinta o mínimo de pachorra para tal.
O teu nível de raciocínio nem sequer chega a ser elementar. Quem aqui quer sobressair à força toda e sistematicamente colocar-se em relação hierarquica face aos outros não sou eu, és tu. Isto qualquer leitor inteligente pode constatar e eu não vou perder mais tempo sequer a insultar-te.
Adeus pá
"Que eu me ponha acima do debate é simplesmente falso. Nunca digo nada com o pressuposto de que não tem resposta possível."
Devo ser eu que constantemente não tamo posição sobre nada...
Devo ser eu que apenas tento destruir a realidade em vez de construir algo...
"Se os meus argumentos dão a aparencia de que eu me coloco "por cima do debate", isso não tem de ser um problema meu, pode ser apenas derivado da tua incapacidade de produzires um único comentário que de facto não se reduza a projectar uma qualquer sombra de autoridade."
Mas não haja mesmo dúvida nenhuma de que sou eu quem invoca Kant praticamente em todos os comentário já para não falar em Espinosa...
Enfim zalmoxis só dás tiros no teu próprio pé (e eu assisto de camarote =P ).
Como eu disse... acabei a conversa contigo. Não temos literalmente nada a aprender um com o outro.
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