Dr. Estranhoamor (Dr. Strangelove or: How I learned to stop worrying and love the bomb)
Wednesday, December 16, 2009
Se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar.
Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma forma bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratular-nos ou pedir perdão, aliás, há quem diga que isso é que é a imortalidade de que tanto se fala.
Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira
Tuesday, December 15, 2009
Os meus filmes #33
Clube de Combate (Fight Club)
David Fincher, 1999

(...) A publicidade põe-nos a correr atrás de carros e roupas.
Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis.
Somos uma geração sem peso na história.
Sem propósito ou lugar.
Não temos uma Guerra Mundial.
Não temos a Grande Depressão.
A nossa Guerra é espiritual.
A nossa Depressão, são as nossas vidas.
Fomos criados através da TV para acreditar que um dia seríamos milionários, estrelas de cinema ou astros do rock.
Mas não somos. (...)

(...) A publicidade põe-nos a correr atrás de carros e roupas.
Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis.
Somos uma geração sem peso na história.
Sem propósito ou lugar.
Não temos uma Guerra Mundial.
Não temos a Grande Depressão.
A nossa Guerra é espiritual.
A nossa Depressão, são as nossas vidas.
Fomos criados através da TV para acreditar que um dia seríamos milionários, estrelas de cinema ou astros do rock.
Mas não somos. (...)
Monday, December 14, 2009
Posso continuar a contar?
Claro, estava à espera que o fizesses.
E por onde devo começar?
Começar? Mas a história já vai a meio.
Talvez tenhas razão, mas quando se recomeça uma história é como se ela começasse de novo.
Então começa-a de novo, pelo princípio, que é pelo princípio que todas as histórias começam.
Mas a história já vai a meio, não posso começar pelo princípio.
Então recomeça-a, ou começa-a, tanto faz, que no fundo talvez seja a mesma coisa.
(…)
Talvez as histórias não tenham fim, talvez as histórias não tenham princípio. Estás a ver?
Claro, estava à espera que o fizesses.
E por onde devo começar?
Começar? Mas a história já vai a meio.
Talvez tenhas razão, mas quando se recomeça uma história é como se ela começasse de novo.
Então começa-a de novo, pelo princípio, que é pelo princípio que todas as histórias começam.
Mas a história já vai a meio, não posso começar pelo princípio.
Então recomeça-a, ou começa-a, tanto faz, que no fundo talvez seja a mesma coisa.
(…)
Talvez as histórias não tenham fim, talvez as histórias não tenham princípio. Estás a ver?
Luís Ene
Saturday, December 12, 2009
Friday, December 11, 2009
Thursday, December 10, 2009
Wednesday, December 09, 2009
Monday, December 07, 2009

Privamo-nos para mantermos a nossa integridade, poupamos a nossa saúde, a nossa capacidade de gozar a vida, as nossas emoções, guardamo-nos para alguma coisa sem sequer sabermos o que essa coisa é. E este hábito de reprimirmos constantemente as nossas pulsões naturais é o que faz de nós seres tão refinados.
Porque é que não nos embriagamos? Porque a vergonha e os transtornos das dores de cabeça fazem nascer um desprazer mais importante que o prazer da embriaguez.
Porque é que não nos apaixonamos todos os meses de novo? Porque, por altura de cada separação, uma parte dos nossos corações fica desfeita.
Assim, esforçamo-nos mais por evitar o sofrimento do que na busca do prazer.
- Sigmund Freud
Sunday, December 06, 2009
Saturday, December 05, 2009
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