A mulher que viveu duas vezes (Vertigo)
Friday, March 06, 2009
Wednesday, March 04, 2009
Os meus livros #5
A insustentável leveza do ser
Milan Kundera

"Mas o que acontecera ao certo a Sabina? Nada. Deixara um homem porque queria deixá-lo. Esse homem tinha vindo atrás dela? Tinha querido vingar-se? Não. O seu drama não era o drama do peso, mas o da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser."

"Mas o que acontecera ao certo a Sabina? Nada. Deixara um homem porque queria deixá-lo. Esse homem tinha vindo atrás dela? Tinha querido vingar-se? Não. O seu drama não era o drama do peso, mas o da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser."
Monday, March 02, 2009
Saturday, February 28, 2009
Os meus livros #4
O Sangue dos Outros
Simone de Beauvoir

"Ela abriu os olhos; ele tomou-a nos braços. Aqueles olhos abertos que já não viam mais! Algo permanece que ainda não está ausente de si mesmo mas sim ausente da terra, ausente de mim. Ela respira ainda uma vez - os seus olhos embaciam - o mundo desprende-se dela, desmorona-se; ela, contudo, não desliza para fora do mundo; é no seio do mundo que ela se torna esta morta que tenho nos meus braços.
Rosto amado, corpo amado. Era a sua testa, eram os meus lábios. Deixaste-me mas eu ainda posso amar a tua ausência."
Thursday, February 26, 2009
Wednesday, February 25, 2009
A Terceira Rosa
Que nome te dar? Tu és única. Tu és todas. Ou talvez nenhuma. Eu sou tu. Tu és eu. A outra metade de mim. A parte de ti que em mim ficou. A parte de mim que foi contigo. Ninguém me foi tão próxima. Ninguém me escapou tanto.
Como foi que constantemente nos perdemos?
Esta é a história. Uma história sem história. Uma história só isto.
- Manuel Alegre in A Terceira Rosa
Como foi que constantemente nos perdemos?
Esta é a história. Uma história sem história. Uma história só isto.
- Manuel Alegre in A Terceira Rosa
Tuesday, February 24, 2009
Os meus livros #3
Manhã Submersa
Vergílio Ferreira

"(...) o peso da dor nada tem que ver com a qualidade da dor. A dor é o que se sente. Nada mais. Desisto definitivamente de me iludir com a minha força de adulto sobre o peso de uma amargura infantil. Exactamente porque toda a vida que tive sempre se me representa investida da importância que em cada momento teve. Como se eu jamais tivesse envelhecido. Exactamente porque só é fútil e ingénua a infância dos outros - quando se não é já criança."

"(...) o peso da dor nada tem que ver com a qualidade da dor. A dor é o que se sente. Nada mais. Desisto definitivamente de me iludir com a minha força de adulto sobre o peso de uma amargura infantil. Exactamente porque toda a vida que tive sempre se me representa investida da importância que em cada momento teve. Como se eu jamais tivesse envelhecido. Exactamente porque só é fútil e ingénua a infância dos outros - quando se não é já criança."
Sunday, February 22, 2009
Friday, February 20, 2009
Os meus livros #2
Poesia
Eugénio de Andrade
(Antologia Completa editada pela Fundação Eugénio de Andrade)

"É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer."
Eugénio de Andrade
(Antologia Completa editada pela Fundação Eugénio de Andrade)

"É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Wednesday, February 18, 2009
Monday, February 16, 2009
Os meus livros #1
A Terceira Rosa
Manuel Alegre
"(Os anos passarão. Os canteiros hão-de gerar um outro buxo. Outros pássaros virão cantar nos ramos altos do pinheiro manso e dos plátanos. A tia morrerá. E a casa e o jardim, a própria vila, suas rotinas, seus ritmos e seus ecos. Não ficará senão a tua voz na tarde calma. Olá, disseste. E a terra começou a tremer.)""Não quero morrer de ti."
Saturday, February 14, 2009
Thursday, February 12, 2009
Tuesday, February 10, 2009
Sunday, February 08, 2009
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