Alguns têm na vida um grande sonho e faltam a esse sonho. Outros não têm na vida nenhum sonho, e faltam a esse também.
Fernando Pessoa in Livro do Desassossego
Thursday, July 10, 2008
Wednesday, July 09, 2008
Monday, July 07, 2008
Saudades #1
Monday, June 30, 2008
Quote
Preocupe-se mais com a sua consciência do que com a sua reputação. Porque a sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de si. E o que os outros pensam de si é problema deles.
Pensamento atribuído a Osho
Pensamento atribuído a Osho
Sunday, June 29, 2008
O príncipe
"Os homens mudam de governantes com grande facilidade, esperando sempre uma melhoria. Essa esperança leva-os a levantar-se em armas contra os actuais. E isto é um engano, pois a experiência demonstra mais tarde que a mudança foi para pior."
Maquiavel in O Príncipe
Maquiavel in O Príncipe
Saturday, June 28, 2008
Friday, June 27, 2008
Wednesday, June 25, 2008
Grrrrr!
Mas por que é que as pessoas não lutam por aquilo que querem em vez de se andarem a queixar?????
Tuesday, June 24, 2008
Primeiramente

Acordo sem o contorno do teu rosto na minha almofada, sem o teu peito liso e claro como um dia de vento, e começo a erguer a madrugada apenas com as duas mãos que me deixaste, hesitante nos gestos, porque os meus olhos partiram nos teus.
E é assim que a noite chega, e dentro dela te procuro, encostado ao teu nome, pelas ruas álgidas onde tu não passas, a solidão aberta nos dedos como um cravo.
Meu amor, amor de uma breve madrugada de bandeiras, arranco a tua boca da minha e desfolho-a lentamente, até que outra boca – e sempre a tua boca – comece de novo a nascer na minha boca.
Que posso eu fazer senão escutar o coração inseguro dos pássaros, encostar a face ao rosto lunar dos bêbados e perguntar o que aconteceu.
E é assim que a noite chega, e dentro dela te procuro, encostado ao teu nome, pelas ruas álgidas onde tu não passas, a solidão aberta nos dedos como um cravo.
Meu amor, amor de uma breve madrugada de bandeiras, arranco a tua boca da minha e desfolho-a lentamente, até que outra boca – e sempre a tua boca – comece de novo a nascer na minha boca.
Que posso eu fazer senão escutar o coração inseguro dos pássaros, encostar a face ao rosto lunar dos bêbados e perguntar o que aconteceu.
- Eugénio de Andrade
Monday, June 23, 2008
Homenagem
Ao poeta das flores e dos pássaros,
dos frutos e das mãos,
do amor e dos amantes,
de todas as palavras, mesmo as interditas
do mar e do verão,
da água e da terra,
do sol e da sombra,
do branco e do obscuro,
do olhar e das cumplicidades
das rosas e da língua
do lume e da sede.
O poeta.

"Terra: se um dia lhe tocares
o corpo adormecido,
põe folhas verdes onde pões silêncio,
sê leve para quem o foi contigo.
Dá-lhe o meu cabelo para sonho,
e deixa as minhas mãos para tecer
a mágoa infinita das raízes
que no seu corpo um dia hão-de beber."
Eugénio de Andrade
dos frutos e das mãos,
do amor e dos amantes,
de todas as palavras, mesmo as interditas
do mar e do verão,
da água e da terra,
do sol e da sombra,
do branco e do obscuro,
do olhar e das cumplicidades
das rosas e da língua
do lume e da sede.
O poeta.

"Terra: se um dia lhe tocares
o corpo adormecido,
põe folhas verdes onde pões silêncio,
sê leve para quem o foi contigo.
Dá-lhe o meu cabelo para sonho,
e deixa as minhas mãos para tecer
a mágoa infinita das raízes
que no seu corpo um dia hão-de beber."
Eugénio de Andrade
Sunday, June 22, 2008
Friday, June 20, 2008
Cerco
Todos os lugares onde não posso voltar e que me cercam, só por ter sido contigo que lá estive pela primeira vez. A inocência com que os ias marcando no mapa com pequenos corações encarnados como se de conquistas se tratasse e me deixam agora aqui imóvel sem lugar algum para onde fugir. Porque são eles e só eles que quero revisitar, mas sem ti como ousaria enfrentar o terror de estar só e não poder haver alguém? Como tudo o que fizemos de um modo tão leve, tão descuidado, se transforma agora no chumbo que pesa sobre a minha vida e a vai afundando. Estou quieto no centro de uma memória que facilmente se desiquilibra e me apavora. Sim, pensar no que vimos, por onde andámos, onde nos perdemos e procurámos é um ácido que lentamente me corrói a alma, um vício que me transforma em fantasma. Por vezes nem quero pensar em nada, sou assaltado. Um cheiro intenso e estranho, uma paisagem breve adivinhada do carro, a suave temperatura do vento, e choro. Não quero atraiçoar-te e a todo o momento não faço outra coisa, porque vou insistindo em reviver isso tudo de que a correr nos afastámos. E não podemos regressar por nenhum caminho que não existiu em parte alguma senão neste instante que acabou agora. É tão triste o que tão alegre foi, minha amada.
Pedro Paixão in Amor Portátil
Subscribe to:
Posts (Atom)

